Alopatia x Homeopatia PDF Imprimir E-mail
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07 de October de 2007
 Alopatia x HomeopatiaAs duas não são inimigas mortais. Apenas propõem formas diferentes de tratamento e podem funcionar melhor ou pior dependendo do problema a ser enfrentado. Conheça suas particularidades.

Mesmo após décadas de divulgação e conhecimento, as diferenças entre a alopatia e homeopatia ainda não são claras para uma boa parte das pessoas. Na Alopatia, (alo=contrário e pathia=doença), o tratamento é feito por medicamentos contrários à doença. Segundo o clínico e geriatra Cláudio Portella, que também é especialista em qualidade de vida, a medicação faz parte de um complexo de cura.

Nele estariam inclusos reeducação alimentar, exercícios físicos, controle do estresse e meditação entre outras terapias auxiliares. "Só a medicação não
cura, nem na alopatia, nem na homeopatia. É necessário um conjunto de medidas. A alopatia poder ser muito agressiva no caso da auto-medicação. É importante uma análise previa do médico para saber qual é o menos agressivo", relata o dr. Cláudio." Em casos como os de infecções é fundamental o uso da alopatia. Ela é extremamente necessária e devemos aproveitar o que ela nos oferece. É um avanço tecnológico", conclui Cláudio.

Já na homeopatia, (homeo = semelhante e pathia = doença), o tratamento é feito por medicamentos semelhantes à doença, que dinamizados irão provocar um equilíbrio energético. A Homeopatia surgiu em 1796 por meio do médico alemão Samuel Hahnemann. No Brasil, a Homeopatia foi introduzida em 1840 pelo homeopata francês Benoit Mure. É reconhecida pela Associação Médica Brasileira. Atualmente, existem no mercado inúmeros profissionais, como médicos, veterinários, dentistas e farmacêuticos homeopatas.

Um deles é o Dr. Fernando Gonçalves, do Centro Clíinico do Hospital Brasília, que é pediatra e homeopata de crianças e adultos. Ele vem obtendo excelentes resultados em ambos os casos. Como no caso do jovem Fabio Bretãs, de 12 anos. Após algumas crises fortes de alergia, mesmo tomando remédios da alopatia, a mãe dele, Verá Lucia Cavalcanti Bretãs, de 50 anos, resolveu consultar um homeopata. A indicação foi de amigas e da sogra, que se trata há anos na homeopatia.

O resultado foi tão positivo que ela também está fazendo tratamento há um mês e meio para a enxaqueca e sinusite com resultados satisfatórios. "Antes eu tomava dois, três remédios e agora só tomo os glóbulos. No período pré-menstrual, a dor era insuportável. Dessa vez não senti nada", relata Vera. A próxima consulta marcada é para o caçula Vitor, de 9 anos. Apesar de ser uma criança saudável, Vera é uma mãe precavida e prefere prevenir. "Ou você segue um ou outro tratamento. Gosto das coisas mais naturais e não pretendo voltar para alopatia jamais", afirma Vera.

Segundo Dr. Fernando, o médico homeopata faz um estudo de cada paciente, analisando todos os seus sintomas físicos, mentais e comportamentais, individualizando cada caso, a fim de encontrar o medicamento adequado. Cada consulta tem a duração média de uma hora e meia. "Toda a vida do paciente é repassado no consultório, captando e individualizando cada um. Assim se consegue o simillimum, que é o medicamento que cobre a sintomatologia apresentada pelo paciente em todos os aspectos, buscando conseguir os melhores benefícios no tratamento e restaurar a energia vital do paciente", relata o Homeopata Fernando.

Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de produtos dos três reinos da natureza: vegetal, mineral e animal, segundo técnica própria e em doses mínimas, sendo um só medicamento indicado para o paciente. Uma curiosidade é que os nomes dos medicamentos, em bolinhas ou gotas, são escritos em latim.

A artista plástica Maria Alice Prata, de 62 anos, é adepta das bolinhas há mais de dez anos. Com problemas de renite alérgica, bronquite asmática e sinusite crônica, ela foi parar várias vezes no hospital devido às crises. E o seu trabalho ainda piora a situação, pois trabalho com tintas que possuem cheiro forte. A cabeceira de sua cama vivia lotada de vidros e vidros de remédios, hoje é de livros e palavras cruzadas. "Desde que comecei o tratamento, melhorei muito. Minha última crise foi há seis anos, hoje quando pressinto que vai retornar tomo as bolinhas e a crise nem vem. Aonde vou levo minhas bolinhas", relata Maria Alice.

Segundo o Dr. Fernando, em qualquer tratamento é necessário um conjunto de medidas para que se obtenha êxito. Maria Alice, além de tomar o remédio, cuida da alimentação, segue à risca as orientações médicas, pratica exercícios físicos. Faz ainda capoeira, musculação e natação. A cura, a longo prazo, é outro ponto comentado por muitas pessoas. Mas se bem aplicado e corretamente o medicamento tem efeito imediato, afirma o Dr. Fernando.

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