Por Jeanie Lerche Davis
Revisado por Brunilda Nazario, Médica
Publicado por WebMD Feature Essa tristeza e esse sentimento de desesperança simplesmente não desaparecem. Isto está afetando seu trabalho e sua vida. Parece depressão. Mas, poderia ser alguma coisa mais?
Muitas pessoas com depressão apresentam também um certo grau de
ansiedade, ansiedade esta que vai além da tensão típica, normal, que se
enfrenta nos desafios da vida diária. Nestas pessoas os devastadores
sentimentos de preocupação e medo são constantes – com pensamentos
obsessivos, sentimento de problemas para dormir, palpitações cardíacas,
frio e mãos úmidas.
“Frequentemente, nós encontramos nessas pessoas mais de um distúrbio
– tanto depressão quanto ansiedade” – diz Charles Goodstein, médico e
professo de psiquiatria na New York University School of Medicine. “Na
realidade, é difícil encontrar pacientes depressivos que também não
sejam ansiosos. É igualmente difícil encontrar pessoas que sofram de
ansiedade e que não sofra de depressão.
Distúrbio do Comportamento Similar a Depressão
De fato, tristeza, ansiedade e depressão são sempre ativados por
eventos da vida, e seus sintomas não são facilmente separáveis, diz
Andrea Fagiolini, médica, psiquiatra, diretora do Bipolar Center, na
University of Pittsburgh School of Medicine.
“Vemos isto frequentemente,” conta ela. “Problemas financeiros, de
relacionamento e familiares, todos eles, podem disparar distúrbios de
ansiedade e tristeza, assim, nos consideramos que estes sentimentos são
normais. Eles não são normais quando são extremamente intensos, quando
prejudicam nosso funcionamento diário, quando afetam nossa qualidade de
vida. Quando tudo isto acontece, torna-se difícil resolver o problema
original, que causou a depressão.”
Adicionalmente à ansiedade e à depressão, algo mais pode estar
acontecendo: um distúrbio bipolar. Este é um distúrbio que envolve
mudanças no comportamento da pessoa, que vai desde a depressão severa
até a euforia – com crescente inquietação, dificuldade de concentração,
sentimento de perseguição, decisões impulsivas, afobação, e baixo
discernimento. Em muitos casos há comportamento normal entre as fases.
“Ansiedade é quase sempre parte de um distúrbio bipolar,” conta
Fagiolini. “Não é apenas difícil distinguir ansiedade e ueforia, às
vezes é impossível.
Antidepressivo Nem Sempre é o Melhor.
Por cauda da dificuldade de diagnosticar os distúrbios do
comportamento, é importante falar francamente com o seu médico sobre o
que você vem sentindo. E também crucial que o seu médico tome o tempo
necessário para fazer todas a perguntas. Goodstein diz: “ Muitos vão
antes a um clínico geral por estarem se sentindo depressivos e pensarem
que podem precisar de um ante depressivo. Mas se o(a) médico(a) estiver
muito ocupado(a), ele(a) não poderá fazer uma boa avaliação.”
Nestas circunstâncias, um ante depressivo pode ser prescrito –
embora possa ser ou não a escolha correta. “Ante depressivos são usados
para tratar tanto ansiedade quanto depressão. Entretanto, alguém com
distúrbio bipolar precisa de um tipo diferente de droga – um
estabilizador comportamental e ante euforia.,” conta Fagiolini. Existem
diversas drogas para esta finalidade, como o lítio e drogas ante
compulsivas.
O perigo: “Dando ante depressivo para alguém com distúrbio bipolar
pode deflagrar episódios de euforia,” explicou o médico. “Estes
episódios podem ser perigosos por que você pode estar com pouca
capacidade de discernimento, portanto tende o tomar mais droga ante
depressiva. Há um alto risco de comportamento de alto risco.
O Tratamento de Distúrbio do Comportamento é Demorado.
O que é mais importante, dizem os psiquiatras, é reconhecer que algo está errado. Então visitar ao seu médico regularmente.
“É um bom sinal se o seu médico quiser vê-lo(a) mais de uma vez
antes de receitar qualquer coisa. È melhor que seu médico queira
vê-lo(a) regularmente que receitar uma droga e dizer ‘volte em seis
meses para uma reavaliação’,” disse Goodstein.
Considerando que o distúrbio bipolar é um distúrbio que acontece,
mas que nem sempre é evidente o National Institute of Mental Health dos
EE UU recomenda um tratamento preventivo em longo prazo. O instituto
ressalta que a combinação do tratamento de medicação com psicoterapia
funciona melhor para manter o distúrbio sob controle ao longo do tempo.
Com a maioria das pessoas, “as coisas são mais complicadas do que
parecem na primeira consulta,” disse Goodstein. “Quase sempre, há
alguma coisa a mais acontecendo, e o médico simplesmente não ter
conhecimento em uma consulta. É errado se eles pensam que podem.”
É importante receber tratamento para os distúrbios do comportamento,
porque eles podem afetar sua qualidade de vida – assim como a das
pessoas que lhe rodeiam. Goodstein completa: “Quando você está
deprimido(a) – por qualquer razão – você não se importa com você mesmo.
Você não se importa com as pessoas em sua volta. E sempre, você não tem
motivação para procurar ajuda porque você se sente sem esperanças. Você
pode pensar que não há jeito de resolver seu problema. Mas isto não é
verdade. Você pode tratar sua depressão, então estará habilitado a
encontrar a solução dos seu problemas”
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