Exame de Sangue Pode Prever Risco de Ataque Cardíaco
09 de February de 2007
Um simples exame sangüíneo pode prever com grande probabilidade o risco de uma pessoa sofrer um ataque cardíaco ou derrame, e a possibilidade de doentes cardíacos virem a morrer da doença, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (09).
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Uma pesquisa realizada com 987 homens e mulheres com doença
coronariana estável descobriu que um alto nível da proteína NT-proBNP
no sangue significa um alto risco de ataque cardíaco, derrame,
insuficiência cardíaca e morte.
"Depois de ajustar todos os outros fatores de risco, está claro que
este marcador capta algo que, de outra forma, somos incapazes de
detectar com exames padrões, como o ecocardiograma", disse Mary
Whooley, chefe das pesquisas e médica do Centro Médico San Francisco
VA, na Califórnia.
As descobertas serão publicadas na edição desta quarta-feira (10) do "Journal of the American Medical Association (Jama)".
A proteína NT-proBNP é um marcador no sangue do hormônio BNP, que
"se eleva em épocas de estresse ou estiramento cardíaco", explicou
Whooley. "Quando a parede cardíaca é superexpandida devido ao excesso
de volume sangüíneo, ou danificada pela falta de fluxo de sangue para o
próprio coração, o BNP se eleva, e a NT-proBNP o acompanha",
acrescentou.
Os pacientes em estudo foram divididos em quatro grupos com níveis
diferentes de NT-proBNP, e cada um foi acompanhado por prazo médio de
3,7 anos. Vinte e seis por cento deles morreram ou tiveram algum tipo
de insuficiência cardíaca durante o estudo.
Os pacientes que pertenciam ao grupo com os níveis mais altos de
NT-proBNP demonstraram ser 3,4 vezes mais propensos a morrer ou sofrer
ataque cardíaco ou derrame do que os pacientes com os níveis mais
baixos deste marcador biológico.
Whooley alertou que este exame só deve ser pedido a pacientes com
doença coronariana conhecida. Para outros com aparente boa saúde, sua
utilidade é limitada, afirmou.
O exame "é muito melhor para prever o risco em uma população com alta incidência de doença cardíaca", declarou.
O estudo foi financiado pela Fundação Robert Wood Johnson e pelo
Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue, vinculado ao Instituto
Nacional de Saúde americano (NIH, na sigla em inglês)
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