Para muitos a resposta seria um ressonante “sim”. Para outros, a motivação é clara. Eles argumentam que fazer dieta = perda de peso = melhor saúde = vida mais longa.
Mas então, quem iria querer uma vida mais longa, e recheada de obsessões e restrições sobre alimentos?
Não seria melhor uma vida mais curta – mas recheada de prazeres?
“Coma, beba e tenha prazer – pois manhã você pode morrer” diz um velho
ditado. Entretanto, este é um ponto de vista um tanto fatalístico
(pessimista), e alguma coisa tem que ser dita em defesa do seu corpo e
da boa qualidade de vida (não importando quão longa ela possa ser). Há um feliz ponto médio em algum lugar?
Conheço muita gente que se recusa a fazer dieta. Concordo com o
sentimento de uma aproximação positiva no sentido da nutrição e da
saúde. Contudo isto me faz pensar: o que é dieta e qual é o estado
mental que a acompanha?
Suspeito que para a maioria a palavra “restrição” equivale a dieta.
Atentar para as restrições conduz para o indesejável monólogo: “Posso
comer isto? E aquilo? Meu Deus, será que comi muito
carboidrato/gordura/ou o que quer que seja?” Esta não é uma situação
agradável.
Conheço também pessoa que mantêm seu peso estável mas não fazem dieta –
apenas comem “normalmente” Em algum ponto estas mesmas pessoas ganham
algum peso, também comendo “normalmente”. Então o que mudou? Apenas a
definição do que seja “normal”. A melhor escolha de comida constitui a
base de sua dieta. Sim, elas ainda comem chocolate, ainda comem
porcarias – mas não ficam obesas.
Obviamente, essas pessoa têm que aprender um pouco (ou muito) sobre
alimento e nutrição – seu foco está no que gostam de comer não no que
podem comer. Seria tudo um jogo mental?
Há um ponto de aproximação entre os alimentos que são positivos e
ajudam à saúde, e, a administração correta do gordura do corpo. Este
ponto de aproximação é uma estrada estreita que poucos encontram. Para
a maioria, fazer dieta é a linha mestra da cultura atual, e muitos se
recusam a crer que existam outros caminhos para uma vida saudável.
O mês de janeiro é o mês da dieta – com milhares de pessoa começando
uma nova dieta. Para alguns, o ano novo será a marca de uma grande
mudança, uma nova era alimentar – para outros, será simplesmente o
início de mais um experimento de dieta fracassada.
A necessidade de dieta está conosco e estará ainda por longo e longo tempo.
Minha esperança é que as dietas populares de hoje, muitas das quais
plenas de informações nutricionais, não sejam usadas apenas como uma
tentativa de um “conserto rápido”, mas que seu bons princípios de
nutrição sejam levados a sério.
Desculpem o devaneio, mas eu acredito que ser possível o equilíbrio
positivo de comer bem, administrar o peso, administrar a forma física e
gozar de boa saúde, tudo sem necessidade de fazer dieta.
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